terça-feira, 29 de julho de 2014

Em Defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade!

                Em 2011, nosso país foi alçado à sétima economia do mundo, porém nesse mesmo ano o Brasil foi classificado em 88º lugar no ranking da UNESCO, em qualidade educacional. Ou seja, uma das piores do planeta.  A escolaridade média equivale a pouco mais de sete anos, segundo o IBGE, equivalente ao Zimbábue – país “eleito”, segundo o IDH (índice de Desenvolvimento Humano da ONU, o pior país do mundo para se viver.
                Segundo o IBGE, no Brasil existem 13,2 milhões de analfabetos, que corresponde a 8,6% da população com 15 anos ou mais de idade e se considerarmos a população negra, esse índice dobra.  Além destes, ainda temos mais 27,8 milhões de analfabetos funcionais, que são pessoas que passam pela escola e não sabem ler e escrever com correção, o que corresponde a 18,3% da população com quinze anos ou mais. Ou seja, na sétima economia do planeta, 26,9% da população com quinze anos ou mais não sabe ler e nem escrever.
                Isso é resultado da mercantilização da educação no país, criando um mercado de negócios educativos no país, do ensino básico ao superior. O Plano Nacional de Educação aprovado reforça essa mercantilização, pois não garante verbas públicas para escolas públicas, mas ao contrário mantém grandes investimentos na rede privada, através de bolsas, parcerias e financiamentos.
                Em todo o país, dos cerca de dois milhões de professores e professoras, 40% (800 mil) tem contratos precários de trabalho. No quadro de apoio essa situação é ainda pior, com terceirizações, baixos salários e jornadas abusivas. A jornada do Piso, que é lei desde 2011 não é aplicada. Em São Paulo, o governo ainda propõe alterar o estatuto do magistério, com aumento da permanência do professor na escola, manutenção da precarização do contratados como categoria O (sem direitos) além de atacar ainda mais a aposentadoria dos profissionais da educação.
Defendemos a imediata aplicação de 10% do PIB exclusivamente para e educação pública, estabilidade a todos os professores e professoras e fim das terceirizações.  Jornada de trabalho com 50% de hora-atividade, redução do número de alunos por sala e mudança da estrutura das escolas, que tem se transformado em depósitos de crianças. É preciso combater a violência que cresceu muito nas escolas. Mas isso só será possível com muita luta, organização dos trabalhadores da comunidade.

A serviço dessa luta está a candidatura do professor João Zafalão a deputado estadual.  Por isso peço seu apoio e seu voto.